Este post tem por objetivo apresentar a evolução da COVID-19 entre os estados da região Nordeste, detalhando algumas técnicas empregadas para o monitoramento da doença. O Nordeste é segunda região mais afetada por casos e óbitos da COVID-19 em todo país, segundo Ministério da Saúde (14 de agosto de 2020) e acompanhar a evolução da doença se torna um desafio para diversos sistemas de vigilância epdmiológica.

Fonte de dados

Indicadores Utilizados

\[Tx_{incid}=\frac{\text{N° de casos na população}}{\text{Total da população exposta}}*100.000\]

\[Tx_{mort}=\frac{\text{N° de óbitos na população}}{\text{Total da população exposta}}*100.000\]

Resultados

A velocidade da ocorrência de casos confirmados por COVID-19 a partir do 100º registro para os estados da região Nordeste pode ser observada a seguir. É importante ressaltar que os estados tiveram o 100º caso registrado em datas diferentes, o que faz com que a curva que representa cada estado tenha comprimento diferente. Os estados da Bahia (BA) e Ceará (CE) ultrapassaram 180.000 casos confirmados em 120 dias (4 meses) após o 100° caso, sendo que a velocidade de ocorrência se tornou mais intensa com 69 dias para Ceará (CE) e 93 dias para Bahia (BA).


Nota-se também um crescimento dos casos nos estados do Maranhão (MA) e Pernambuco (PE) que após 130 dias já haviam ultrapassado 100.000 casos da doença, com padrão muito similar aos estados mais afetados. Nas demais unidades federativas houve um aumento discreto, mas que também merece atenção já que cada uma delas ultrapassou 50.000 casos da doença.


No gráfico abaixo, a taxa de incidência acumulada após o 100º caso pode ser observada nos estados da região Nordeste. Sergipe (SE) apresentou a maior taxa de incidência entre os estados da região, sendo o único a ultrapassar 2.500 casos/100.000 habitantes com menos de 120 dias (4 meses), mostrando a maior intensidade na evolução da taxa de incidência. Por outro lado, Paraíba (PB), Alagoas (AL) e Piauí (PI) ultrapassaram 1.875 casos/100.000 habitantes em menos de 120 dias (4 meses).


Deve ser ressaltado que o estado da Bahia (BA) foi o segundo estado com a menor taxa de incidência, apesar de possuir a maior quantidade de casos acumulados entre os estados da região. O estado ultrapassou 1.413 casos/100.000 habitantes, 120 dias após a confirmação do 100º caso, ultrapassando Pernambuco (1.148 casos/100.000 habitantes).


Observa-se redução da taxa de incidência no Maranhão (MA) e Ceará após 90 dias (3 meses).